Azulândia

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Os últimos dias não tinham sido fáceis para o Rei Lívio e para a sua amada esposa, a rainha Olga. Diariamente, chegavam ao palácio notícias de que os encantos do reino começavam a desaparecer a um ritmo alucinante e de forma misteriosa. Primeiro haviam desaparecido as borboletas e as libélulas, logo de seguida, as hortênsias azuis que adornavam as bermas dos caminhos. Não muito depois, os habitantes da Azulândia deixaram de ver, pela manhã, gotas de orvalho. Temia-se que, em pouco tempo, desaparecessem os regatos de água cristalina, as robustas e centenárias árvores, o canto dos pássaros… A catástrofe total seria no dia em que as nuvens, o Sol, a Lua, as estrelas e o arco-íris deixassem de oferecer luz e cor à ilha.

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A briga entre Paulo e Sebastião

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Paulo vive numa roulote verde com cortinas azuis.
Sebastião vive num apartamento azul com cortinas verdes.
E todas as manhãs se encontram a caminho da escola e vão pelo mesmo passeio.

Na sala de aula, sentam-se na mesma carteira e, ao lanche, Sebastião come a salsicha de Paulo e Paulo come o chocolate de Sebastião.
E todas as quartas-feiras se encontram num terreno baldio, entre o apartamento azul de Sebastião e a roulote verde de Paulo, perto de um campo onde se veem, por vezes, rebanhos de ovelhas, carneiros e cordeiros.
Paulo e Sebastião brincam aos índios, às escondidas e à apanhada, brincam aos astronautas, às aventuras na selva, e inventam outros jogos.

Estamos no inverno. Continuar a ler

A maçã verde

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Este é o meu segundo dia na minha nova escola, no meu novo país.
Hoje não vai haver aulas porque vamos para o exterior. Mas os outros dias não serão como este. Amanhã voltarei para a aula em que irei aprender a falar Inglês.
As mães conduzem-nos para um atrelado cheio de feno. Subimos e encostamo-nos aos fardos de feno. O carro é puxado por um trator e todos somos sacudidos de um lado para o outro. Continuar a ler