Histórias para os mais pequeninos

… e para os menos pequeninos …


Um velho carvalho

c

Um velho carvalho

Fecha os olhos e respira profundamente, inspira e expira, inspira e expira. Ouve o som do suspirar e do sussurrar da tua respiração. É um som como o vento a assobiar por entre as folhas de uma árvore. Agora pega na tua lanterna mágica e segue pelo Caminho Encantado. Onde irá levar-te esta noite?

O murmúrio fica cada vez mais alto e encontras-te junto à base de um enorme e velho carvalho. Mas as folhas que esvoaçam ao vento não estão na árvore. Estão no chão, à tua volta, secas e castanhas, avançam e recuam, dançam e caem. Ali, de pé, com a árvore despida, começas a desejar que fosse primavera e não o princípio do inverno.

A árvore é antiga — tem mais de quinhentos anos. Balança suavemente ao vento e tu ouves com atenção. Sim, parece mesmo estar a segredar-te algo.

— Repara na linda forma dos meus ramos — murmura. — Olha para o lindo desenho rendilhado que fazem os meus ramos com o céu em fundo. Continuar a ler


Novo projecto “Das Histórias aos Livros” : envio de obra de leitura extensiva por capítulos

Caro leitor,

se desejar receber, via email, um livro em capítulos semanais, de forma totalmente gratuita, versando temas de interessa social e humano, basta escrever-nos para 

livros [at] contadoresdehistorias . com ou  clubecontadores [at] gmail . com

com a seguinte frase: “Estou interessado em receber o vosso envio semanal”

Votos de boas leituras!


Voando para casa

Félix é um pássaro azul e amarelo proveniente do Brasil que vive com a família Baxter em Nova Iorque. A sua nova casa é uma enorme gaiola colocada junto de uma janela do 40º andar que a família habita.

Félix gosta dos Baxter e os Baxter gostam dele. Alimentam-no, falam com ele e apresentam-no a todos os seus amigos. Mas o pássaro não se sente feliz, porque quer regressar ao Brasil.

Todas as noites, Félix contempla o céu e observa a cidade inteira. Apesar de ser um lugar grande e excitante, não é a sua casa, embora seja o lar da família. O pássaro recorda as luas grandes e amarelas do Brasil, e lembra-se do último dia que passou na selva. Dos dois homens com chapéus brancos, da caixa grande, da longa viajem de avião, e da loja nova-iorquina chamada “O Paraíso das Aves”.
Félix fecha os olhos, deixa de ver a cidade e a neve e, diante de si, surgem as imagens da vida que levava e amava.
Quero ir para junto da minha família, pensa. Quero voar para casa, ir para a selva. Lá faz sempre calor e as árvores são verdes durante todo o ano.
Coloca a cabecita debaixo de uma asa e diz em voz alta:
— Um dia, um dia…
“Um dia” surge duas semanas depois. O Senhor Baxter abre a gaiola para dar de comer a Félix e ouve o telefone tocar.
— Podes atender, George? — pergunta a Senhora Baxter. — Estou a tomar banho.
— Está bem — responde o marido.
Quando o Senhor Baxter vai atender o telefone, deixa a gaiola aberta. Ao ver a oportunidade por que tanto ansiou, o pássaro voa para fora do andar. E, embora o ar seja frio e uma voz chame por ele, Félix não volta atrás. Continuar a ler

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 82 outros seguidores