Acordem! A primavera está a chegar!

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Ainda era de manhã cedo. Estava frio e a mamã tinha pressa.

— Anda lá, Till — chamou. — Onde está o teu gorro? Vamos perder o autocarro!

Till engoliu o último pedaço e dirigiu-se à parede da cozinha. Aí estava pendurado um calendário com muitas folhas. Na de cima estava escrito “20 de março”. Tinha sido ontem. Till pôs-se em bicos de pés, levantou a mão… Continuar a ler

Esta casa é minha

casa-minha-1-mPaula e Beto moravam com os pais num apartamento. E queriam ter quintal.

Adoravam sair para passear nos fins de semana. Iam à casa dos avós, ao parque, ao cinema.

Às vezes faziam uns passeios de carro até mais longe. Ao sítio do tio. Ou por uma estrada comprida que ia dar numa praia quase deserta. Onde passavam o dia todo.

Um domingo, nessa praia, enquanto Paula e o irmão brincavam, o pai ficou conversando com um pescador ao lado de uma canoa, debaixo de uma árvore. Continuar a ler

Um velho carvalho

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Um velho carvalho

Fecha os olhos e respira profundamente, inspira e expira, inspira e expira. Ouve o som do suspirar e do sussurrar da tua respiração. É um som como o vento a assobiar por entre as folhas de uma árvore. Agora pega na tua lanterna mágica e segue pelo Caminho Encantado. Onde irá levar-te esta noite?

O murmúrio fica cada vez mais alto e encontras-te junto à base de um enorme e velho carvalho. Mas as folhas que esvoaçam ao vento não estão na árvore. Estão no chão, à tua volta, secas e castanhas, avançam e recuam, dançam e caem. Ali, de pé, com a árvore despida, começas a desejar que fosse primavera e não o princípio do inverno.

A árvore é antiga — tem mais de quinhentos anos. Balança suavemente ao vento e tu ouves com atenção. Sim, parece mesmo estar a segredar-te algo.

— Repara na linda forma dos meus ramos — murmura. — Olha para o lindo desenho rendilhado que fazem os meus ramos com o céu em fundo. Continuar a ler