Obrigado, Tita!

Obrigado, Tita!

Tita adora estar com o avô e com a avó. São sempre tão carinhosos com ela e todos os dias que passam juntos são dias cheios de surpresas.

Às vezes, quando a Tita sai com o avô para o jardim, ele surpreende-a com algumas delícias da sua horta.

Outras vezes, joga à bola com ela no jardim.

Quando a Tita vai para a cozinha, a avó oferece-lhe um tabuleiro de deliciosas bolachas ou um saboroso bolo que ela cozinhou em segredo.

E todas as noites, sem faltar, a avó lê uma bela história, extra-especial, para a Tita adormecer.

Claro que ela nunca se esquece de dizer “obrigada”, mas a avó e o avô são sempre tão simpáticos com ela, que dizer apenas “obrigada” não lhe parece suficiente.

Todos os dias Tita vai passear e, como o Verão está a transformar-se no Outono, repara que os vegetais estão a amadurecer na horta do avô e que as frutas estão a amadurecer nos campos e no pomar.

Tita repara como os animais no bosque andam de cá para lá, a recolher comida para o Inverno, e isso dá-lhe uma ideia.

Então, pede um cesto emprestado e caminha ao longo do bosque até encontrar o Esquilinho, que andava a armazenar avelãs.

“Se eu te ajudar a carregar esse cesto, dás-me algumas avelãs?”, pergunta ela.

“Claro!”, diz o Esquilinho.

E a Tita ajuda-o a carregar o cesto todo o caminho até chegarem à sua toca.

A seguir, encontrou o Coelhinho, que parecia perdido debaixo de uma macieira.

“Podes ajudar-me, Tita?”, diz o Coelhinho. “Andava à procura de fruta e encontrei estas maçãs todas, mas agora não consigo encontrar o caminho de volta.

Em troca, ele deu-lhe algumas deliciosas maçãs suculentas.

Assim que se despediram, Tita viu o Pardalinho, que estava empoleirado num arbusto cheio de amoras.

“Será que posso ficar com algumas amoras?”, perguntou ela.

“Claro!”, respondeu o Pardalinho, “mas este arbusto tem muitos espinhos e eu estou preso. Ajudas-me a sair daqui?”

Então, Tita ajudou o Pardalinho a sair do arbusto cheio de espinhos.

E ele deu-lhe algumas amoras e até alguns morangos tardios que tinha encontrado.

No caminho para casa, Tita ouviu alguém a resmungar. Era o Ursinho, que estava sentado debaixo de uma ameixoeira, com ar desanimado.

“Podes ajudar-me, Tita?”, perguntou ele. “Tenho um espinho cravado na minha pata”.

“Claro”, disse a Tita. Com os seus dentinhos, num instante Tita conseguiu retirar o espinho. O Ursinho ficou tão contente que lhe ofereceu algumas cerejas e ameixas.

Agora, o cesto da Tita já estava cheio; por isso, ela voltou para casa dos avós e escondeu tudo no cesto, longe da sua vista.

No dia seguinte, a avó e o avô foram passear. Eles estavam admirados porque Tita não quis ir com eles; mas, quando chegaram a casa, tiveram a maior surpresa da sua vida: à entrada do jardim, viram um grande cartaz no portão, que dizia:

FESTA DE AGRADECIMENTO!

E, no interior da casa, estava Tita, com todos os seus amiguinhos e um cesto cheio de fruta tão grande como nunca viram nenhum.

“É uma festa especial para dizer “obrigado” por todas as coisas simpáticas e carinhosas que vocês fazem por mim”, disse a Tita, toda orgulhosa. O avô e a avó riram-se e deram-lhe um grande chi-coração e um beijo.

“Porque é que fizeram isso?”, perguntou Tita.

“Para dizer obrigado, Tita, claro!”, disseram eles.

E TODOS SE RIRAM.

Dugald Steer; Caroline Anstey

Obrigado, Tita

Porto, Ambar, 2005

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